Argélia – O magreb é um lugar onírico, cinematográfico e cheio de histórias para contar. Mas Marrocos e Argélia sempre nos enganam. Começam jogando bem, ganham nossa simpatia, passam de fase e acabam injustiçados e eliminados por alguma grande potência futebolística. A lua e estrela na bandeira e aqueles nomes que lembram pratos das rotisserias brasileiras tornam a seleção argelina ainda mais simpática. Livre dos radicais, a Argélia quer mostrar para a França que ela é a verdadeira pátria de Zidanes. E parem de chamar de Algeria. É Argélia.
Eslovênia – Primeiro desafio é não confundir com Eslováquia. A ignorância geográfica é perdoada porque os bálcãs e o mundo soviético mudou tanto em tão pouco tempo que por mais que compremos novos atlas, a confusão é inevitável. Povo corajoso, vive se livrando de impérios alheios. Foram pioneiros ao abandonarem a Iugoslávia em busca de independência. Bobos eles não são. Aquela turma daquele canto europeu joga bola bem. E têm a chance de fazer mais bonito do que em 2002, quando saiu na primeira fase.
Estados Unidos – Eis aqui um momento sociológico genial. No futebol, os americanos são os patinhos feios, os coitadinhos, os oprimidos. Esforçados, vivem da lembrança do 1 x 0 na Inglaterra, em 1950 no Brasil. Fizeram até filme para celebrar uma das maiores zebras da história. Obama deu uma de Lula e recebeu o escrete antes do embarque. Bobagem patriótica. Pelo jeito, continuarão com a sina de ficar na primeira fase. Seria a quinta vez. O time chegou até a final da Copa das Confederações. Mas, sinceramente, isso não significa muita coisa.
Inglaterra – Again, one more chance. A Inglaterra inventou o futebol, mas o humor britânico não vê graça em ter conquistado apenas um título, em casa e sob suspeita de erro do juiz. Desta vez, o belo Beckham não vai enganar ninguém. É bom jogador, mas jamais um astro decisivo como se pensou em outras copas. Depois de não se classificar para a Euro-08, trouxeram o italiano Fábio Capello para dar um jeito no English Team. E não é que deu mesmo? De uma hora para outra tornaram-se favoritos. Rooney é a grande esperança, mas talvez este seja o Mundial de Gerrard. O cracaço mudo.
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